Fev
7
2010
Maneira fácil, rápida e segura de reservar passeios
Autor: Erick Pessôa
Quem realmente curte viajar já começa a se divertir antes mesmo de embarcar. No meu caso, minhas viagens começam no rascunho do itinerário, planejando exatamente o que vou ver e fazer a cada dia e definindo as atrações que são imperdíveis. Também gosto de sair de casa com o máximo de coisas reservadas e pagas, como hotéis, traslados etc. Às vezes se gasta mais com isso, mas, pelo menos, consigo diminuir as chances de algo dar errado e eu deixar de ver algo que queria muito.
Um tempo atrás, enquanto planejava minha viagem à Tailândia, me deparei com um site bem interessante, o Viator. Neste site, você pode reservar mais de 400 passeios diferentes em diversas cidades ao redor do globo, algo que pode ajudar muito, principalmente se você tiver pouco tempo para explorar tais cidades ou se você quiser fazer algo bem específico que seja complicado reservar sozinho.
Posso dizer que testei bem o site, já que, de uma tacada só, reservei sete passeios para quatro pessoas, e a experiência foi super tranquila. Se você sabe o passeio que quer fazer, pode pesquisar pelo nome específico da atração, podendo limitar a busca por país, cidade e até datas. No meu caso, procurei pela lista dos passeios mais populares em Phuket e Bangcoc, pois não tinha ideia do que poderia visitar por lá. Depois de uma breve pesquisa, encontrei os passeios que imaginava e ainda tive ideias para outros passeios que sequer sabia da existência mas pareceram bem interessantes, como um tour pelas ilhas Phi Phi. É importante notar, também, que o site oferece algumas alternativas para o mesmo tour; às vezes, em vez de um dia inteiro, meio dia, outras vezes oferece transporte diferente e por aí vai.
Quando você agenda o passeio, uma data é definida e eles até mesmo perguntam em que hotel você vai se hospedar, já que muitos passeios oferecem o translado do hotel para o local em questão. A página específica do passeio é bem completa, informando todos os detalhes, falando o que será visitado e visto, deixando o cliente bem a par do que está contratando. Você escolhe a data em que quer o respectivo passeio e adiciona ao carrinho de compras. Apenas tenha certeza da data do passeio, pois, apesar de poder modificar depois da compra, não é um processo fácil. É possível, mas não é algo direto, como devidamente explicado na FAQ do site. O pagamento é feito via cartão de crédito internacional, e os preços podem ser conferidos em várias moedas, como dólar e euro, mas não em reais, pelo menos por enquanto.
Os passeios não são dos mais baratos, principalmente se você comparar com os preços locais, mas o Viator toma conta de você. O site envia um email para lembrar você de imprimir os vouchers dos passeios, confirma seu hotel e depois pede feedback de como foram os passeios. Além disso, recebemos confirmações dos passeios e dos horários em que a van nos buscaria no hotel sempre no dia anterior, através de um fax deixado na recepção do hotel em nosso nome. Além disso, os passeios são pagos com cartão de crédito, facilitando a vida e evitando, assim, que se ande com muito dinheiro por aí, além de não ter o risco de dar com o nariz na porta da atração fechada, seja por lotação ou por estar fechada exatamente naquele dia. A diferença de custo, no final das contas, é o preço que se paga por essas amenidades.
Infelizmente tivemos alguns problemas durante a viagem e um dos integrantes acabou adoecendo, não podendo participar de dois passeios previamente comprados. Seguindo os termos e condições do site, entramos em contato em tempo hábil para pedir o reembolso dos valores. O site pediu sete dias úteis para análise do pedido e, após este prazo, o dinheiro já estava constando como reembolso no nosso cartão de crédito. De todos os sete passeios contratados, apenas um não foi totalmente satisfatório: o jantar tailandês com dança típica (leia aqui) tinha um menu sofrível, mas nem podemos acusar a Viator por isso, já que o menu não estava especificado. Também poderia haver mais informações no site sobre algumas atrações, como, por exemplo, os tours fotográficos de Paris, que não especificam o mínimo ou o máximo de pessoas por tour e, neste caso, faz diferença, já que o guia também é como um professor.
Conversando com o diretor da Viator, Scott McNeely, ele nos confirmou a política da empresa de efetivamente testar os passeios e monitorar constantemente os feedbacks dos clientes para manter a boa qualidade, sendo que uma parte da equipe do site está alocada para encontrar novos passeios. Os gerentes de viagens visitam as operadoras locais pelo menos uma vez ao ano para checar se tudo vai bem.
A Viator está traduzindo seu site para diversos idiomas. Já estão disponíveis, além do inglês, os seguintes idiomas: sueco, dinamarquês, espanhol, alemão, francês, norueguês e holandês. Português está nos planos, mas ainda não tem prazo para ser lançado. Se você é do tipo de pessoa que precisa de contato humano, existe uma linha telefônica disponível no site (atendimento em inglês).
Eu com certeza vou colocar a qualidade do site Viator à prova contratando mais passeios, mas algo me diz que não vou me arrepender. Por que você não tenta?
Viator: www.viator.com











exceção do cafezinho ou chá ao final. Uma justificativa para isso é o fato de que são oferecidas duas sopas no jantar e, como é muito comum por aqui, as pessoas não costumam beber nada frio durante as refeições, então a sopa seria a “bebida” do jantar. Como bom brasileiro, tive de pedir algo para beber, então lá se foi dinheiro gasto. Não foi algo absurdo, mas com certeza foi mais caro do que normalmente se pagaria em qualquer outro restaurante. A comida foi outra decepção: extremamente simples, para falar a verdade. Não sou um profundo conhecedor de gastronomia tailandesa, mas sei que é necessário ter cuidado com os temperos; mesmo assim, arroz branco e frango grelhado não era o que eu esperava como algo típico tailandês. Além disso, foram servidos uns rolinhos primavera com um recheio desconhecido, verduras fervidas e duas sopas. Uma era a famosa Tom Yam Goong, uma sopa bem apimentada, com camarões, leite de coco, uma raiz estilo gengibre e outros temperos. A outra sopa era um caldo bem ralinho de frutos do mar, quase sem gosto. Sobremesa? Quatro fatias de abacaxi e quatro de melancia, quase passando do ponto. Bem, vamos esquecer a comida e focar na razão principal de estarmos ali: o show de dança. Este é muito bem produzido, com dois telões de cada lado do palco mostrando um pouco da história da dança que será apresentada e o que elas representam. As fantasias são de boa qualidade e a música é ao vivo. O único porém da apresentação toda foi a demonstração de boxe tailandês; muito falso, pior que telequete. Parecia mais um quadro de comédia do que uma luta. Ao final, você pode comprar uma foto sua que foi tirada na entrada do restaurante por 200 bahts (algo em torno de 11 reais) e que vem em uma bela moldura. Também pode tirar fotos com os artistas em suas fantasias, por uma módica gorjeta, claro. No geral, o show é ótimo, com pequenos baixos, mas a comida deixa muito a desejar no sabor e na apresentação. O serviço é ótimo, todos extremamente simpáticos e atenciosos, sempre querendo ajudar, o que é lugar comum na Tailândia em geral, mas só isso não compensa a qualidade do jantar. Endereço: 66 Soi Phiphat (pressuposto) Telefone: (02) 237-6310,237-7114-1 Custo: Comprado via Viator, fica em torno de 24 euros 
















Uma penichette. Assim que ouvi falar neste tipo de embarcação fiquei pensando como seria ter a visão do interior da França por um ângulo completamente diferente, de dentro de um barco, em um rio.
Uma das coisas que funciona como um relógio aqui – bem melhor que em Londres, diga-se de passagem – é o sistema de transporte público. Por todo esse tempo que moro aqui em Berlim, pouquíssimas vezes eu realmente senti falta de um carro pois o transporte público chega a praticamente todos os lugares que eu queira ir. Tudo aqui é interconectado. Você compra um bilhete na estação de trem e este serve para metrô, ônibus e bonde. Aqui também tem algo muito pitoresco que nunca vi em nenhuma outra cidade; não existe catraca em lugar algum. Você entra no trem sem passar por nenhuma roleta ou fiscal, algo incrível que só funciona com um povo civilizado. Mas não ache você que só por isso todo mundo é certinho não. O que fazem aqui é interessante. Você não passa por roletas mas volta e meia tem fiscais dentro dos trens à paisana e se te pegarem sem o ticket, você morre em 40 euros e aqui não tem “mas eu não sabia!” , “eu sou turista” ou qualquer outra desculpa; tem que pagar na hora. Por isso vou passar para vocês umas dicas que aprendi aqui e que juro fazem TODA a diferença. Você aqui em Berlim não paga por entrada e saída de estação. Você paga por viagem. Existem vários tipos de tickets para serem comprados. Estes são: – A cidade é dividida em 3 zonas; A, B e C. Raramente você precisará de um bilhete que abranja as 3 regiões. A única coisa para turista que fica na região C é o aeroporto Schõnefeld e caso você queira visitar a cidade de Potsdam. O resto todo fica nas regiões A e B. – Um bilhete para a Zona AB pode ser Einzelfahrschein (Bilhete Simples) e Tageskarte (Bilhete para o dia todo) . A diferença é simples: O bilhete simples é para uma viagem apenas em uma direção com duração de 120 minutos. Atenção para o detalhe da direção e duração; se você, por exemplo está indo do Oeste para o Leste, você pode pegar quantos trens/ônibus/bondes quiser, desde que seja sempre nesta direção e que no máximo para isso leve 120 minutos. Você pode parar no meio do caminho, fazer uma boquinha, ir no super e voltar para a sua viagem sem problemas, desde que mantenha a direção original. Se você voltar uma estação sequer e for pego, multa de 40 euros. O preço deste ticket são 2.10 euros. O Tageskarte é o que recomendo de você vai fazer mais que duas “ida-e-voltas” no dia. Ele vale do momento que você valida (vou explicar em breve isso) até às 3 da manhã do dia seguinte. Atenção à isso também. Tive uma amiga que comprou um bilhete às 14:00 e teve que pagar uma multa pois estava usando o bilhete no dia seguinte as 11:00 AM. O bilhete não é de 24 horas! O valor dele é de €6.10 – Ainda existem mais dois tipos de bilhetes relevantes mas menos utilizados: Fahrschein für Kurzstrecken e Anschlussfahrschein. O primeiro vale para viagens curtas, no máximo 3 estações de trem ou de metrô ou então não mais que 6 paradas de ônibus e custa €1.30. 
Esse é o tipo de atração para se encher roteiro pois não é badalada, é rápida e fica bem localizada. Ao lado da Ópera de Paris, uma pequena porta e uma escadaria te leva para um porão que foi adaptado para entreter turistas de quase todas as línguas. Para se ter uma idéia, são 13 idiomas disponíveis para se assistir o filme de 50 minutos contando a origem de Paris.






Indico o Restaurante Chica Pitanga que funciona desde 1995, pois é uma excelente escolha para almoço/jantar, bem localizado em Boa Viagem, próximo a pracinha que leva o nome do bairro. Para quem vai de carro, aviso que não tem manobrista e nem estacionamento, mas sempre tem os “flanelinhas” que ajudam você a arrumar uma vaguinha perto. Para quem está apenas visitando a cidade e se hospedou em Boa Viagem, é possível ir andando de vários hotéis pelo calçadão, curtindo o mar e a vista da bela praia. A decoração do restaurante por si só já é interessante, o ambiente é grande e todo ornamentado com a temática baseada na fruta pitanga, relevos e adornos que vão do teto ao uniforme das recepcionistas. O som ambiente é agradável com música popular brasileira em volume adequado. Apesar do grande número de pessoas que o procuram, normalmente se espera uns 20 minutos no máximo, sentados em cadeiras confortáveis do “lado de fora” por uma mesa, mas é uma espera que vale a pena.
O almoço é à quilo e a variedade de comida impressiona: desde uma seção de frios com várias opções de salada e molhos, geléias indo até a sessão comidas “quentes” como Feijoada, Bacalhau à Conceição, Cordeiro com Ervas no Vinha d’Alho, Caçoila de Frango, Quiche de Camarão e variedades de risotos como o de alho poró, tomate seco, frango, polvo, camarão com água de côco natural. Uma delícia de ver e comer. E no final você ainda pode se deliciar com a seção de sobremesas que vão desde tortas finas como a de chocolate com morango ou torta rendada, até opções regionais como bolo de mandioca, bolo de rolo, pudim de tapioca, pé-de-moleque e o famoso SouzaLeão.




